Palavras de Baden-Powell

“A MELHOR REALIZAÇÃO DE MINHAS IDÉIAS FOI FEITA POR UM HOMEM DE BATINA”.(Baden-Powell falando do Pe. Jaques Sevin)
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sexta-feira, 2 de março de 2012

UIGSE - Rota à Vázeley 2011 - EH ULTREIA!

No caminho, costumamos cumprimentar outros peregrinos através da palavra “ULTRÉIA”. A resposta esperada é a palavra “SUSÉIA”!

ULTRÉIA é uma palavra de origem latina que era pronunciada pelos peregrinos que chegavam a Catedral de Santiago como mostra de júbilo por ter chegado ao fim de sua jornada. Não se trata somente de uma forma de verbalizar a alegria de ter chegado a Catedral de Santiago, mas algo como: “seguir em frente”, “para frente” em busca da realização de um objetivo, de uma meta a qual tendo fé iremos alcançar, mesmo diante das dificuldades não deveremos desistir, ainda que respeitando os nossos limites.

Não obstante temos de ter a humildade suficiente para reconhecer que jamais iremos alcançar a perfeição, temos de seguir sempre para frente e sabermos que, por mais que aperfeiçoemos, sempre poderemos nos superar.

A segunda palavra SUSÉIA – “para cima” e “para o alto”, tem o sentido da busca pela realização de um objetivo que todo o ser humano deve perseguir, a evolução espiritual, essa é a verdadeira, senão única realização humana que transcende a morte.

A conjugação destas duas metas, ULTREYA “para a frente” e SUSEYA “para cima” são condição de votos de sucesso no Caminho de Santiago. À medida que avançamos no caminho, aproximamo-nos cada vez mais de Santiago – ” para frente”, e mais nos sentimos com o espírito elevado, próximo do templo divino, da mensagem a exemplo de Cristo e de seu Apóstolo mais aguerrido, Santiago, ou seja: “para cima”.

Guias e Escoteiros da Europa - Abertura do Campo na JMJ 2011

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

REFORMA ESTATUTÁRIA - Afiliação Internacional

A Equipe do Projeto Esscotismo Católico, responsável pela Reforma Estatutária do CNE-Brsil, chegou ao primeiro concenso que atende ao Vetores 2 a 4.

Dado que o Projeto Escotismo Católico foi baseado em duas Associações de Escoteiros Católicos ativas, ou seja o CNE-Portugal e a UIGSE, e dada a radicalidade da reforma que exigiu uma nova estruturação para o Movimento, houvemos por bem analisar as possibilidades de filiação do movimento brasileiro a uma destas organizações.

Optamos pela UIGSE-Union Internacionale des Guides et Scouts d'Europe por ser possível, segundo seus estatutos a AFILIAÇÃO de associações fora da Europa, a exemplo que já ocorre no Canadá e por esta Federação ser reconhecida pelo Pontificium Concilium Pro Laicis da Santa Sé através do decreto nº 1130/03/AIC-a de 26/08/2006.

Como decorrência e em atendimento às necessidades que nos levaram à reformar o Moviemto, a nova Associação que dele resultar deverá ter sua atuação junto à Ordens, Congregações e Institutos Religiosos e não mais junto às Dioceses.

Fica ainda pendente a decisão a respeito do Vetor 1, ou seja, sobre o uso do substantivo ESCUTA em substituição ao ESCOTEIRO. Esta decisão fica postergada até que se forme entindimento de seu impacto nas Regras, Estatutos e Organização da UIGSE.

A Equipe do Projeto adota provisoriamente novo nome de Guias & Escoteiros Católicos ao se referir à forma reformada do CNE-Brasil.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

APELO AO BOM CENSO :VEJA OS TRÊS MOVIMENTOS ESCOTEIROS CATÓLICOS EUROPEUS NA MISSA DO CENTENÁRIO DO ESCOTISMO!

O vídeo abaixo mostra a MISSA PELO CENTENÁRIO DO ESCOTISMO na Catedral de Notre Dame de Paris.

Estão presentes os TRÊS movimentos escoteiros católicos igualmente reconhecidos pela Igreja:

O SGdeF : Scouts et Guides de France - filiado à WOSM
O SUF : Scouts Unitaire de France: Independentes
A UIGSE : Union Internationale des Guides et Scouts de Europe : Independente(é uma organização internacional de escotismo católico)

Observa-se a presença das irmãs da Congregação da Santa Cruz de Jerusalém-as freirinhas escoteiras.

A pergunta que persiste é:

POR QUE A IGREJA CATÓLICA NO BRASIL - ARQUIDIOCESE DE PORTO ALEGRE- INSISTE NA UNICIDADE DO ESCOTISMO NA WOSM/UEB, DIFICULTANDO DESTA FORMA, A PRONTA ADOÇÃO DESTRE FANTÁSTICO MOVIMENTO CATÓLICO NO BRASIL?


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

REFORMA ESTATUTÁRIA - Formação destinada à Liturgia


O primeiro ponto claramente definido para a REFORMA ESTATUTÁRIA é a confirmação do foco na Liturgia que o Programa Confessional Católico deve assumir. Toda a formação de crianças, jovens e adultos deve ser orientada à participação frutífera de todos eles na Eucaristia, ponto culminante da Liturgia.
As catequeses devem introduzir, segura, correta e crescentemente a adequada disposição para a Liturgia.
As evangelizações devem ser dirigidas tendo como meta encaminhar os "neos" às catequeses (Batismo, Eucaristia e Crisma).

Fundamento doutrinário e documental:

Constituição Sacrosanctum Concilium sobre a sagrada liturgia.Cap.I,9,10 e 11.

9.A sagrada liturgia não é a única atividade da Igreja, pois, antes de ter acesso à liturgia é preciso ser conduzido à fé e se converter.”Como invocar se não crêem? Como crer se não ouvem? Como ouvir sem pregador? Como haverá pregação sem missão?”(Rm 10-14-15)

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10. Mas a liturgia é o cume para o qual tende toda a ação da Igreja e, ao mesmo tempo, a fonte de que promana a sua força. Os trabalhos apostólicos visam a que todos, como filhos de Deus, pela fé e pelo batismo, se reúnam para louvar a Deus na Igreja, participar da ceia do Senhor.[---]

A liturgia renova e aprofunda a aliança do Senhor com os homens, na eucaristia, fazendo-os arder no amor de Cristo.Dela, pois, especialmente da eucaristia, como uma fonte, derrama-se sobre nós a graça e brota com soberana eficácia a santidade de Cristo e a Glória de Deus, fim para o qual tudo tende na Igreja.

11. Mas para que seja plena a eficácia da liturgia, é preciso que os fieis aproximem-se dela com as melhores disposições interiores, que seu coração acompanhe sua voz, que cooperem com a graça do alto e não a recebam em vão.Cuidem, pois, os pastores que, além de observar as exigências de validade e liceidade das celebrações, os fieis participem da liturgia de maneira ativa e frutuosa, sabendo o que estão fazendo.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

O ESPÍRITO DO CNE-Brasil












Fotografia do GEPIN somente ilustrativa de atividade comunitária

Agradecimentos ao Chefe Fafi

Texto de referência para a Reforma Estatutária

1. O CNE-Brasil não será uma simples associação nacional de escoteiros católicos - os Escutas - que se empenhe unicamente na prática do escotismo. Deve ser constituído em uma legítima organização missionária de leigos e religiosos católicos que se encarregue de re-evangelizar largas parcelas da juventude e de suas famílias utilizando-se do escotismo como ferramenta.

2.Devemos criar uma sociedade educacional católica que se dedique a assessorar escolas, paróquias, associações, movimentos, ONGs, clubes de serviços, pastorais e iniciativas individuais com finalidades harmônicas às nossas.

3.Nossa intenção é de fornecermos uma base sólida e organizada que garanta a retaguarda e a logística para trabalhos avançados de pregação, caridade, catequese, missão e trabalhos comunitários. Esta estrutura deve assegurar uma sensação de segurança aos seus membros e parceiros em missões no interior da sociedade civil e da Igreja, no que diz respeito à correção e aderência à Santa Doutrina e à estrita comunhão com os bispos e o Papa.

4.Desta forma, sentindo-se acolhidos e pertencentes a uma organização segura e confiável, na qual se perceba nela a presença do próprio Senhor Jesus, nossos membros adultos e jovens, terão a segurança necessária para falar franca, abertamente e destemidamente ao mundo, aos afastados e até mesmo aos inimigos da Igreja, a respeito de temas da fé católica normalmente considerados de difícil abordagem, como namoro santo, matrimônio, eutanásia, aborto, excomunhão, drogas, Igreja, ecumenismo, sacramentos, Papa, dogmas, eucaristia, virgindade, família cristã, revolução, sexo livre, camisinha, concílios, heresias, reforma protestante, entre outros. Ou seja, o CNE deve assumir a responsabilidade de formar uma nova geração de católicos comprometidos e conscientes que sejam realmente o “sal da terra e a luz do mundo”. Que saiba se impor, com caridade e atenção, aos ambientes hostis à Cristo e à sua Igreja, levando a luz da Verdade, evangelizando com critério e dando o exemplo com atitudes virtuosas de bom cidadãos e filhos da Igreja, ou seja, como legítimos Escutas.

5.Para atingir a maturidade suficiente para o domínio de tais temas, prepararemos nossos jovens beneficiários desde sedo, quando crianças até idade adulta em nossos Agrupamentos de Escutas fazendo uso de atividades lúdicas, acampamentos, aventuras sempre ao ar livre. Os membros adultos, que não tiveram a oportunidade de serem Escutas, receberão as instruções, treinamentos, formação e aprimoramento nas Companhias de Caminheiros.

6.As ações próprias dos Caminheiros junto às comunidades carentes na forma das Bases Escutas podem ser comparadas com o ato de jogar as redes em uma pescaria. Buscaremos, desta forma, atingir crianças e jovens em risco social e espiritual e envolver suas famílias ou que restou delas, trazê-los à Igreja e apresentá-los a Cristo.

7.Para isto, caberá ao CNE-Brasil buscar as parcerias necessárias para a correta formação católica de seus educadores entre as estruturas da Igreja Católica, suas Universidades, Seminários e Associações reconhecidas.

O que é um Escuta?

8.É aquele que escuta, que ouve a Palavra de Deus, acata o Verbo Divino, o próprio Cristo, em seu coração. Aquele que aprende, vive a experiência de Deus junto com seus companheiros da Patrulha –a pequena comunidade eclesial- vive a Igreja, os sacramentos e se prepara para repassar sua experiência os que vierem depois dele. A educação nas virtudes e na permanente ESCUTA da Palavra de Deus prepara os jovens escutas para seguirem o Caminho quando forem adultos.

9.Os Escutas são as crianças e adolescentes em processo de educação catequética (Batismo, Eucaristia, Crisma e de discernimento vocacional) através do Método Escoteiro de Educação original de Baden-Powell e das contribuições do Padre Jaques Sevin.

O que é um Caminheiro?

10.É aquele que caminha, que está no Caminho de Cristo. Que trilha o Caminho da Igreja, que busca viver a vida de Jesus, andando entre as cidades, dormindo ao relento, cozinhando pequenas refeições, subindo montahnas para rezar e fazendo o Bem. São os Escutas adultos. São os educadores e dirigentes do CNE-Brasil, ou simplesmente adultos, sem cargos ou encargos, em busca do Caminho de Cristo.

11.Os Caminheiros são jovens e adultos em fase de amadurecimento da fé através de trabalhos nas comunidades, nas Paróquias, nos Agrupamentos de Escutas, nas Bases Escutas ou nos Seminários e Casas de Formação.

O que é uma Base Escuta?

12.É uma estrutura simples, sediada em uma comunidade carente adotada e colocada sob a administração de uma Companhia de Caminheiros. É o espaço privilegiado para o Serviço Comunitário. Nela os Caminheiros desempenham sua missão de SERVIR aos outros, às famílias carentes, através de ações educativas e evangelizadoras fazendo uso do Método de Baden-Powell. O Serviço Comunitário assim desempenhado deve extrapolar os estreitos limites do assistencialismo e da filantropia e avançar no terreno da Caridade Cristã com Evangelização tendo em vista o Reino de Deus e Esperança na Vida Eterna.

13.As Bases Escuta são sementes de futuro Agrupamentos de Escutas, condição que a própria comunidade deve atingir como meta e medida de sua emancipação humana e crescimento espiritual.

Comentário ao Evangelho do dia feito por Cardeal Joseph Ratzinger [Papa Bento XVI]










Der Gott Jesu Christi (O Deus de Jesus Cristo)

«Quem receber um destes meninos em Meu
nome é a Mim que recebe»

É preciso lembrarmo-nos de que o título de nobreza teológica mais importante de Jesus é «Filho». Em que medida esta designação estava já linguisticamente prefigurada pela maneira como o próprio Jesus Se apresentou? [...] Não restam dúvidas de que ela é a tentativa de resumir, numa palavra, a impressão geral causada pela Sua vida; a orientação da Sua vida, a Sua raiz e o Seu ponto culminante tinham por nome «Abba» - Paizinho. Ele sabia que nunca estava só; e, até ao Seu último grito na cruz, esteve inteiramente virado para o Outro, para Aquele a Quem chamava Pai. Foi isto que tornou possível que por fim o Seu verdadeiro título de nobreza não fosse, nem «Rei», nem «Senhor», nem outros atributos de poder, mas uma palavra que também poderíamos traduzir por «Filho».

Podemos, portanto, dizer que, se a infância ocupa um lugar tão predominante na pregação de Jesus, é porque tem estreita ligação com o Seu mistério mais pessoal, a Sua filiação. A Sua mais alta dignidade, que nos leva à Sua divindade, não é, em última análise, um poder que Ele próprio possua; consiste no facto de estar voltado para o Outro - para Deus Pai. [...]

O homem quer tornar-se Deus (Cf Gn 3,5) e é nisso que se deve tornar. Mas sempre que, como no diálogo eterno com a serpente do Paraíso, tenta lá chegar livrando-se da tutela de Deus e da Sua criação, não se apoiando senão em si próprio, sempre que, numa palavra, se torna adulto, totalmente emancipado, e rejeita completamente a infância como estado de vida, desemboca no nada, porque se opõe à sua própria verdade, que é a dependência. Só conservando o que nele há de mais essencial à infância e à existência como filho, vivida antes de mais por Jesus, é que entra com o Filho na divindade.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

REFORMA ESTATUTÁRIA DO CNE-BRASIL ESCOTISMO CATÓLICO BRASILEIRO



Texto referencial

Insígnias e Distintivos – Conceituação

INSÍGNIAS

Sinal externo, material, que informa a que ordem, associação, organização, irmandade , fraternidade ou grupo de iiguais a que pertence aquele que a usa.

DISTINTIVO

Sinal externo, material, que distingue, dá honraria, mérito ou autoridade a um indivíduo pertencente a uma ordem, associação, organização, irmandade, fraternidade ou grupo de iguais.

Portanto, ponto ordem na confusão centenária que se criou em redor ao assunto:

INSÍGNIA diz ao que pertence o seu portador.

DISTINTIVO distingue o seu portador dentre seus iguais.

No Escotismo Católico:

INSÍGNIAS são:

- Insígnia de Promessa – Informa que o portador pertence ao Escotismo Católico

- Insígnia de Agrupamento- Informa a que Agrupamento pertence o Portador

- Insígnia de Cristo – Informa que o portador pertence ativamente à igreja Católica Apostólica

Romana

-Lenço –informa a seção a que pertence o portador

Distintivos são:

- Distintivos de Equipe/Patrulha

-Distintivo de Primeira Classe

-Distintivo de Segunda Classe

- Distintivo de Monitor/Lider

-Distintivo de Diretor

-Distintivo de Chefe-Escuta ( atuais cordões de apito preto e azul)

- Distintivo de Caminheiro

-Distintivo de Capelão/Assessor Eclesiástico

- Distintivos de Proficiência (Especialidades).

Estamos utilizando nomenclatura dupla até a decisão final quanto aos seus usos. (Equipe/Patrulha; Monitor/Líder; Distintivos de proficiência/Especialidades).

Proposta nº1

O Escotismo Católico Brasileiro não adotará INSÍGNIAS para sinalizar a formação de adultos, visto que seria necessário incluir os adultos portadores de INSÍGNIAS em ordens ou fraternidades internas de iguais, significadas pelas respectivas insígnias, o que cria uma diferenciação em graus dentro da organização. Entendemos que esta estratificação com base em honrarias para adultos torna-se muito facilmente contrária à caridade, à fraternidade e à religião.

Os diferentes níveis de formação serão informados por meio de DISTINTIVOS, pois todos pertencem ao CNE-Brasil Escotismo Católico Brasileiro e em primeiríssimo lugar à Igreja Católica, fato já significado pelo uso da INSÍGNIA DE PROMESSA.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

REFORMA ESTATUTÁRIA do Movimento ESCOTISMO CATÓLICO no Brasil












A partir dos acontecimentos do final do ano passado que redundaram na controvérsia “da exclusividade”, a equipe proponente do Projeto Escotismo Católico decidiu, por sua própria iniciativa, REFORMAR o seu ESTATUTO com a finalidade de evitar áreas de sobreposição e atritos conceituais com o Movimento Escoteiro, na ordem da caridade , obediência e da fraternidade.

O processo de REFORMA ESTATUTÁRIA iniciará ainda durante a Quaresma e deverá atender aos seguintes Vetores, os quis colocamos à disposição dos associados, dos amigos e dos sinceros interessados para as devidas observações e colaborações:

Vetor 1: Denominar ESCUTAS os escoteiros católicos no Brasil, segundo a tradição dos países lusófonos.

Vetor2: Firmar o CNE- Brasil, agora denominado CORPO NACIONAL DE ESCUTAS DO BRASIL como uma Instituição EDUCACIONAL CATÓLICA com objetivos de educar jovens na fé e na Doutrina Católica, promover o crescimento e o aprimoramento de adultos na mesma fé e Doutrina , promover a defesa da fé e a difusão do catolicismo e levar o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo ao mundo. Instituição de direito civil com larga atuação na sociedade por meio de work-shops, palestras, cursos, trabalhos comunitários e campanhas.

Vetor3: O CNE-Brasil adotará o Escotismo-Método (Método Escoteiro de Educação original de Baden-Powell), e de todas suas estruturas e conceitos próprios relacionados, como sua PEDAGOGIA de aplicação nas atividades educacionais.

Vetor 4: O CNE-Brasil será independente do Movimento Escoteiro e deverá estatuir suas práticas, nomenclaturas , organização e princípios de forma a não ferir as propriedades, marcas e direitos da Organização Mundial do Movimento Escoteiro.

O desenvolvimento dos Vetores deverá contar com a colaboração de tantos quanto desejarem, através do e-mail : scriptorivm@hotmail.com .

Desde já, atendendo ao exposto Vetor 4, despedimo-nos com a proposta de nossa SAUDAÇÃO ESCUTA própria:

SEMPER PARATUS

Josimar Grando Machado – Belém-PA

Herton Valpasso- Roma-Itália

Jane Siqueira- Navarra- Espanha

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Mensagem do Santo Padre, o Papa Bento XVI, para a Quaresma de 2012


«Prestemos atenção uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras» (Heb 10, 24)

Irmãos e irmãs!

A Quaresma oferece-nos a oportunidade de refletir mais uma vez sobre o cerne da vida cristã: o amor. Com efeito este é um tempo propício para renovarmos, com a ajuda da Palavra de Deus e dos Sacramentos, o nosso caminho pessoal e comunitário de fé. Trata-se de um percurso marcado pela oração e a partilha, pelo silêncio e o jejum, com a esperança de viver a alegria pascal.

Desejo, este ano, propor alguns pensamentos inspirados num breve texto bíblico tirado daCarta aos Hebreus: «Prestemos atenção uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras» (10, 24). Esta frase aparece inserida numa passagem onde o escritor sagrado exorta a ter confiança em Jesus Cristo como Sumo Sacerdote, que nos obteve o perdão e o acesso a Deus. O fruto do acolhimento de Cristo é uma vida edificada segundo as três virtudes teologais: trata-se de nos aproximarmos do Senhor «com um coração sincero, com a plena segurança da fé» (v. 22), de conservarmos firmemente «a profissão da nossa esperança» (v. 23), numa solicitude constante por praticar, juntamente com os irmãos, «o amor e as boas obras» (v. 24). Na passagem em questão afirma-se também que é importante, para apoiar esta conduta evangélica, participar nos encontros litúrgicos e na oração da comunidade, com os olhos fixos na meta escatológica: a plena comunhão em Deus (v. 25). Detenho-me no versículo 24, que, em poucas palavras, oferece um ensinamento precioso e sempre atual sobre três aspectos da vida cristã: prestar atenção ao outro, a reciprocidade e a santidade pessoal.

1. «Prestemos atenção»: a responsabilidade pelo irmão.

O primeiro elemento é o convite a «prestar atenção»: o verbo grego usado é katanoein, que significa observar bem, estar atento, olhar conscienciosamente, dar-se conta de uma realidade. Encontramo-lo no Evangelho, quando Jesus convida os discípulos a «observar» as aves do céu, que não se preocupam com o alimento e todavia são objeto de solícita e cuidadosa Providência divina (cf. Lc 12, 24), e a «dar-se conta» da trave que têm na própria vista antes de reparar no argueiro que está na vista do irmão (cf. Lc 6, 41). Encontramos o referido verbo também noutro trecho da mesma Carta aos Hebreus, quando convida a «considerar Jesus» (3, 1) como o Apóstolo e o Sumo Sacerdote da nossa fé. Por conseguinte o verbo, que aparece na abertura da nossa exortação, convida a fixar o olhar no outro, a começar por Jesus, e a estar atentos uns aos outros, a não se mostrar alheio e indiferente ao destino dos irmãos. Mas, com frequência, prevalece a atitude contrária: a indiferença, o desinteresse, que nascem do egoísmo, mascarado por uma aparência de respeito pela «esfera privada». Também hoje ressoa, com vigor, a voz do Senhor que chama cada um de nós a cuidar do outro. Também hoje Deus nos pede para sermos o «guarda» dos nossos irmãos (cf.Gn 4, 9), para estabelecermos relações caracterizadas por recíproca solicitude, pela atenção ao bem do outro e a todo o seu bem. O grande mandamento do amor ao próximo exige e incita a consciência a sentir-se responsável por quem, como eu, é criatura e filho de Deus: o fato de sermos irmãos em humanidade e, em muitos casos, também na fé deve levar-nos a ver no outro um verdadeiro alter ego, infinitamente amado pelo Senhor. Se cultivarmos este olhar de fraternidade, brotarão naturalmente do nosso coração a solidariedade, a justiça, bem como a misericórdia e a compaixão. O Servo de Deus Paulo VI afirmava que o mundo atual sofre sobretudo de falta de fraternidade: «O mundo está doente. O seu mal reside mais na crise de fraternidade entre os homens e entre os povos, do que na esterilização ou no monopólio, que alguns fazem, dos recursos do universo» (Carta enc. Populorum progressio, 66).
A atenção ao outro inclui que se deseje, para ele ou para ela, o bem sob todos os seus aspectos: físico, moral e espiritual. Parece que a cultura contemporânea perdeu o sentido do bem e do mal, sendo necessário reafirmar com vigor que o bem existe e vence, porque Deus é «bom e faz o bem» (Sal 119/118, 68). O bem é aquilo que suscita, protege e promove a vida, a fraternidade e a comunhão. Assim a responsabilidade pelo próximo significa querer e favorecer o bem do outro, desejando que também ele se abra à lógica do bem; interessar-se pelo irmão quer dizer abrir os olhos às suas necessidades. A Sagrada Escritura adverte contra o perigo de ter o coração endurecido por uma espécie de «anestesia espiritual», que nos torna cegos aos sofrimentos alheios. O evangelista Lucas narra duas parábolas de Jesus, nas quais são indicados dois exemplos desta situação que se pode criar no coração do homem. Na parábola do bom Samaritano, o sacerdote e o levita, com indiferença, «passam ao largo» do homem assaltado e espancado pelos salteadores (cf. Lc 10, 30-32), e, na do rico avarento, um homem saciado de bens não se dá conta da condição do pobre Lázaro que morre de fome à sua porta (cf. Lc 16, 19). Em ambos os casos, deparamo-nos com o contrário de «prestar atenção», de olhar com amor e compaixão. O que é que impede este olhar feito de humanidade e de carinho pelo irmão? Com frequência, é a riqueza material e a saciedade, mas pode ser também o antepor a tudo os nossos interesses e preocupações próprias. Sempre devemos ser capazes de «ter misericórdia» por quem sofre; o nosso coração nunca deve estar tão absorvido pelas nossas coisas e problemas que fique surdo ao brado do pobre. Diversamente, a humildade de coração e a experiência pessoal do sofrimento podem, precisamente, revelar-se fonte de um despertar interior para a compaixão e a empatia: «O justo conhece a causa dos pobres, porém o ímpio não o compreende» (Prov 29, 7). Deste modo entende-se a bem-aventurança «dos que choram» (Mt 5, 4), isto é, de quantos são capazes de sair de si mesmos porque se comoveram com o sofrimento alheio. O encontro com o outro e a abertura do coração às suas necessidades são ocasião de salvação e de bem-aventurança.

O fato de «prestar atenção» ao irmão inclui, igualmente, a solicitude pelo seu bem espiritual. E aqui desejo recordar um aspecto da vida cristã que me parece esquecido: a correção fraterna, tendo em vista a salvação eterna. De forma geral, hoje é-se muito sensível ao tema do cuidado e do amor que visa o bem físico e material dos outros, mas quase não se fala da responsabilidade espiritual pelos irmãos. Na Igreja dos primeiros tempos não era assim, como não o é nas comunidades verdadeiramente maduras na fé, nas quais se tem a peito não só a saúde corporal do irmão, mas também a da sua alma tendo em vista o seu destino derradeiro. Lemos na Sagrada Escritura: «Repreende o sábio e ele te amará. Dá conselhos ao sábio e ele tornar-se-á ainda mais sábio, ensina o justo e ele aumentará o seu saber» (Prov 9, 8-9). O próprio Cristo manda repreender o irmão que cometeu um pecado (cf. Mt 18, 15). O verbo usado para exprimir a correção fraterna – elenchein – é o mesmo que indica a missão profética, própria dos cristãos, de denunciar uma geração que se faz condescendente com o mal (cf. Ef 5, 11). A tradição da Igreja enumera entre as obras espirituais de misericórdia a de «corrigir os que erram». É importante recuperar esta dimensão do amor cristão. Não devemos ficar calados diante do mal. Penso aqui na atitude daqueles cristãos que preferem, por respeito humano ou mera comodidade, adequar-se à mentalidade comum em vez de alertar os próprios irmãos contra modos de pensar e agir que contradizem a verdade e não seguem o caminho do bem. Entretanto a advertência cristã nunca há de ser animada por espírito de condenação ou censura; é sempre movida pelo amor e a misericórdia e brota duma verdadeira solicitude pelo bem do irmão. Diz o apóstolo Paulo: «Se porventura um homem for surpreendido nalguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi essa pessoa com espírito de mansidão, e tu olha para ti próprio, não estejas também tu a ser tentado» (Gl 6, 1). Neste nosso mundo impregnado de individualismo, é necessário redescobrir a importância da correção fraterna, para caminharmos juntos para a santidade. É que «sete vezes cai o justo» (Prov 24, 16) – diz a Escritura –, e todos nós somos frágeis e imperfeitos (cf. 1 Jo 1, 8). Por isso, é um grande serviço ajudar, e deixar-se ajudar, a ler com verdade dentro de si mesmo, para melhorar a própria vida e seguir mais retamente o caminho do Senhor. Há sempre necessidade de um olhar que ama e corrige, que conhece e reconhece, que discerne e perdoa (cf. Lc 22, 61), como fez, e faz, Deus com cada um de nós.

2. «Uns aos outros»: o dom da reciprocidade.

O fato de sermos o «guarda» dos outros contrasta com uma mentalidade que, reduzindo a vida unicamente à dimensão terrena, deixa de a considerar na sua perspectiva escatológica e aceita qualquer opção moral em nome da liberdade individual. Uma sociedade como a atual pode tornar-se surda quer aos sofrimentos físicos, quer às exigências espirituais e morais da vida. Não deve ser assim na comunidade cristã! O apóstolo Paulo convida a procurar o que «leva à paz e à edificação mútua» (Rm 14, 19), favorecendo o «próximo no bem, em ordem à construção da comunidade» (Rm 15, 2), sem buscar «o próprio interesse, mas o do maior número, a fim de que eles sejam salvos» (1 Cor 10, 33). Esta recíproca correção e exortação, em espírito de humildade e de amor, deve fazer parte da vida da comunidade cristã.

Os discípulos do Senhor, unidos a Cristo através da Eucaristia, vivem numa comunhão que os liga uns aos outros como membros de um só corpo. Isto significa que o outro me pertence: a sua vida, a sua salvação têm a ver com a minha vida e a minha salvação. Tocamos aqui um elemento muito profundo da comunhão: a nossa existência está ligada com a dos outros, quer no bem quer no mal; tanto o pecado como as obras de amor possuem também uma dimensão social. Na Igreja, corpo místico de Cristo, verifica-se esta reciprocidade: a comunidade não cessa de fazer penitência e implorar perdão para os pecados dos seus filhos, mas alegra-se contínua e jubilosamente também com os testemunhos de virtude e de amor que nela se manifestam. Que «os membros tenham a mesma solicitude uns para com os outros» (1 Cor 12, 25) – afirma São Paulo –, porque somos um e o mesmo corpo. O amor pelos irmãos, do qual é expressão a esmola – típica prática quaresmal, juntamente com a oração e o jejum – radica-se nesta pertença comum. Também com a preocupação concreta pelos mais pobres, pode cada cristão expressar a sua participação no único corpo que é a Igreja. E é também atenção aos outros na reciprocidade saber reconhecer o bem que o Senhor faz neles e agradecer com eles pelos prodígios da graça que Deus, bom e onipotente, continua a realizar nos seus filhos. Quando um cristão vislumbra no outro a ação do Espírito Santo, não pode deixar de se alegrar e dar glória ao Pai celeste (cf. Mt 5, 16).

3. «Para nos estimularmos ao amor e às boas obras»: caminhar juntos na santidade.

Esta afirmação da Carta aos Hebreus (10, 24) impele-nos a considerar a vocação universal à santidade como o caminho constante na vida espiritual, a aspirar aos carismas mais elevados e a um amor cada vez mais alto e fecundo (cf. 1 Cor 12, 31 – 13, 13). A atenção recíproca tem como finalidade estimular-se, mutuamente, a um amor efetivo sempre maior, «como a luz da aurora, que cresce até ao romper do dia» (Prov 4, 18), à espera de viver o dia sem ocaso em Deus. O tempo, que nos é concedido na nossa vida, é precioso para descobrir e realizar as boas obras, no amor de Deus. Assim a própria Igreja cresce e se desenvolve para chegar à plena maturidade de Cristo (cf. Ef 4, 13). É nesta perspectiva dinâmica de crescimento que se situa a nossa exortação a estimular-nos reciprocamente para chegar à plenitude do amor e das boas obras.

Infelizmente, está sempre presente a tentação da tibieza, de sufocar o Espírito, da recusa de «pôr a render os talentos» que nos foram dados para bem nosso e dos outros (cf. Mt 25, 24-28). Todos recebemos riquezas espirituais ou materiais úteis para a realização do plano divino, para o bem da Igreja e para a nossa salvação pessoal (cf. Lc 12, 21; 1 Tm 6, 18). Os mestres espirituais lembram que, na vida de fé, quem não avança, recua. Queridos irmãos e irmãs, acolhamos o convite, sempre atual, para tendermos à «medida alta da vida cristã» (João Paulo II, Carta ap. Novo millennio ineunte, 31). A Igreja, na sua sabedoria, ao reconhecer e proclamar a bem-aventurança e a santidade de alguns cristãos exemplares, tem como finalidade também suscitar o desejo de imitar as suas virtudes. São Paulo exorta: «Adiantai-vos uns aos outros na mútua estima» (Rm 12, 10).

Que todos, à vista de um mundo que exige dos cristãos um renovado testemunho de amor e fidelidade ao Senhor, sintam a urgência de esforçar-se por adiantar no amor, no serviço e nas obras boas (cf. Heb 6, 10). Este apelo ressoa particularmente forte neste tempo santo de preparação para a Páscoa. Com votos de uma Quaresma santa e fecunda, confio-vos à intercessão da Bem aventurada Virgem Maria e, de coração, concedo a todos a Bênção Apostólica.

Vaticano, 3 de Novembro de 2011

BENEDICTUS PP XVI