Palavras de Baden-Powell

“A MELHOR REALIZAÇÃO DE MINHAS IDÉIAS FOI FEITA POR UM HOMEM DE BATINA”.(Baden-Powell falando do Pe. Jaques Sevin)
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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Conselho ao Presunçoso

Colaboração do Chefe Elmer, baseado em um texto de Rick Boxx

Um estudo mencionado no prestigiado periódico econômico Wall Street Journal, descobriu que pessoas que detêm posições de autoridade como administradores, tendem a desconsiderar o conselho de outras pessoas quando tomam decisões. A pesquisa também mostrou, embora não seja de surpreender, que os julgamentos finais desses líderes eram geralmente menos exatos do que seriam, caso tivessem levado em consideração os conselhos que tinham à disposição.

O motivo da relutância em aceitar conselhos, de acordo com os autores desse estudo, era a confiança excessiva no próprio julgamento – uma característica geralmente conhecida como presunção. “Ninguém conhece tanto quanto eu”! Alguns empresários e profissionais com papéis de liderança relutam em pedir ajuda ou conselho a outros, temendo ser vistos como “fracos” ou inadequados para cumprir com as responsabilidades que lhes foram designadas. Você já conheceu pessoas assim?

O interessante é ressaltar que esse estudo também descobriu que as mulheres são mais propensas a ouvir conselhos do que os homens. Parece que os homens, ao escalarem a escada corporativa e adquirirem mais poder, crescem em presunção e autoconfiança. A confiança é boa – todos necessitamos ir em busca de nossos objetivos e responsabilidades de forma eficiente, entretanto, excesso de confiança geralmente resulta em desastrosa arrogância e até mesmo temeridade. Não raro tendem a mediocridade, com administrações pífias.

Talvez as mulheres intuitivamente saibam que os homens são mais inclinados a esquecer que é sábio dar ouvidos a conselhos. Não precisamos ser intuitivos para compreender a necessidade de consultar outras pessoas em busca de conselho e sabedoria para tomar decisões importantes.

O perigo de “decidir sozinho”. “Eu já decidi! Não venha me confundir com os fatos!” Ás vezes é esta a abordagem que adotamos na tomada de decisões, determinados a fazer o que queremos e do modo como queremos, embora empregados, colegas de trabalho, parceiros e escotistas nos aconselhem de forma diversa.

O problema de agir isoladamente. O orgulho é um problema com que todos nós lutamos de uma forma ou outra. Geralmente é o orgulho que insiste em nos fazer crer que não precisamos do suporte ou assistência dos demais. Infelizmente isso pode resultar em fracasso e mesmo desastre. Por isso, esta observação: “Se uma delas [pessoas] cai, a outra a ajuda a se levantar. Mas, se alguém está sozinho e cai, fica em má situação porque não tem ninguém que o ajude. Se faz frio, dois podem dormir juntos e se esquentar; mas um sozinho, sentirá mais frio!”

A recompensa de confiar em outros. Quando pedirmos conselhos a outros, nem sempre ouviremos o que desejamos ouvir. Porém, perspectivas diferentes, bem como o fato de ouvirmos soluções alternativas para o problema que temos que solucionar, podem produzir melhores resultados. “A associação que não tem um bom líder, certamente terá maiores dificuldades, porém ouvindo as alternativas, haverá maior chance de acertar”.

O poder de uma missão compartilhada. Há força na quantidade, nos lembra o ditado, e verdadeiramente é valioso trabalhar com outras pessoas, compartilhando talentos e experiências para um propósito comum. Da quantidade retira-se a qualidade!

Questões Para Reflexão ou Discussão:

1. Você concorda que relutância ou recusa em ouvir conselhos de outras pessoas na tomada de decisões importantes é resultado da presunção? Por quê?

2. Quando enfrenta um problema desafiador ou precisa tomar decisões importantes, você busca conselho e avalia a perspectiva de outras pessoas?

3. Você já trabalhou para líderes presunçosos? Como você se sente ao vê-los tomar decisões sem solicitar o discernimento de outros que poderia ser valioso?

4. De que maneira você poderia procurar se tornar mais aberto para receber o conselho de outras pessoas?

(Baseado no texto de Rick Boxx)

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